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Um brinde à esperança

Mulheres em tratamento contra o câncer de mama, famílias e equipe médica, cada um com uma taça na mão. Com os copos para o alto, e diversos sorrisos, brindaram a vida. Assim foi encerrado encontro realizado no Hospital Evangélico de Londrinanesta quinta-feira (11), que serviu para o acolhimento e orientação de mulheres em tratamento de câncer de mama e seus familiares. O evento faz parte da programação do Outubro Rosa, mês dedicado à doença visando fortalecer o debate sobre o tema. 

Durante a tarde, cerca de 40 mulheres, num total de 90 participantes, tiveram à disposição testemunhos de quem venceu a doença, palestra sobre prevenção para as famílias, sorteio de brindes e café. "Trabalhamos com tratamento de quimioterapia há cerca de 20 anos, porém em ambulatório separado. Há um ano trouxemos esse serviço para o hospital e vimos a necessidade de transmitir aos pacientes sentimentos de esperança, mostrar que existem tratamentos eficazes e passar força para enfrentar a doença", explicou Sirlene Aparecida Scarpin Tsukamoto, supervisora da ala de quimioterapia da instituição. 

Segundo ela, o roteiro do encontro foi planejado junto com as pacientes que tratam o câncer de mama no hospital. O objetivo foi permitir que imprimissem suas demandas no que seria desenvolvido. "Vimos que elas queriam algo animado, não triste", detalhou Concomitante à organização do evento foi feita uma campanha solidária entre as próprias pacientes e equipe de saúde, sendo arrecadado mais de dois mil produtos de higiene pessoal e roupas. Os objetos serão doados para os pacientes que não têm condição de adquirir esses materiais ou que ficam sem por não estarem preparados para uma internação. 
Graduada em enfermagem, Tsukamoto destacou que a intenção de se somar às famílias neste momento foi proposital, pois exercem papel fundamental durante o enfrentamento do tumor. "O tratamento é sofrido e a família sofre junto. Então os familiares trazem ânimo para eles e com este apoio a recuperação é melhor", incentivou. Entre janeiro e setembro de 2018, cem pacientes iniciaram tratamento no hospital exclusivamente de câncer de mama. O evento, que ocorreu pela primeira vez ano passado, deve continuar anualmente. 
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres. O órgão estima que em 2018 serão cerca de 60 mil novos casos. "Por isso é necessário o autoexame, mamografia periódica a partir dos 35 anos de idade, alimentação saudável, atividade física e consultas constantes", orientou. "Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido será o tratamento e maior a chance de cura. Quando detectar algo diferente nos seios, a mulher precisa buscar atendimento", advertiu. 

O tratamento varia a cada caso e depende do que o exame detecta e do protocolo que é indicado pelo especialista. "O ambiente em que é feito o tratamento colabora muito (para a recuperação), pois ele tem que ser de gratidão, atenção e carinho", elencou Sirlene Scarpin, do Hospital Evangélico de Londrina.

Pedro Marconi 
Reportagem Local
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