Hospital Evangélico

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Hospital Evangélico de Londrina começa a funcionar como hospital escola

Sessenta alunos da primeira turma de Medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Londrina iniciaram ontem o internato no Hospital Evangélico. Por meio de uma parceria firmada entre as duas instituições, o HE começa a funcionar também como hospital escola e, pelos próximos dois anos, os estudantes irão vivenciar, na prática, a teoria aprendida em sala de aula durante os primeiros quatro anos de curso. 

"Eu estou muito ansiosa. Existe um receio de não saber aplicar meus conhecimentos, mas acredito no potencial do curso. Foram quatro anos de muito estudo e, agora, vou estar de frente para o paciente e mostrar que aprendi tudo aquilo", disse Amanda Búfalo Prochet. 
"Somos a primeira turma do curso, conhecemos todo o processo de formação da instituição, mas tudo é novo, em construção, não temos veteranos. Essa nova etapa gera uma expectativa", afirmou Henrique Yamamoto. 

O diretor-superintendente do HE, Fábio Sinisgalli, salientou que os alunos do internato não farão parte da estrutura de atendimento. "Eles vão auxiliar muito nos cuidados com os pacientes e nos processos de internação. É um plus, mas a gente não conta como mão de obra." Para recebê-los, o hospital passa por uma reforma para disponibilizar dormitórios, áreas para descanso e refeição. "Essa parceria vem sendo construída desde 2015 e sempre foi vista como bem-vinda por nós e pelo hospital", disse a diretora da PUC em Londrina, Nádina Moreno. 

O coordenador do curso de Medicina da PUC, José Eduardo Siqueira, emocionou a todos com uma palestra de recepção aos internos na qual lembrou sobre a importância do atendimento humanizado aos pacientes. No primeiro dia de aula, em agosto de 2012, Siqueira pediu que cada aluno redigisse um texto explicando as razões pelas quais escolheram a Medicina como profissão. Ontem, trechos dos textos foram apresentados com o intuito de lembrá-los de sua motivação inicial. "Temos alguns compromissos básicos e o ser humano é o motivo da nossa vida. A Medicina existe por causa do paciente e não o contrário", destacou o professor. "Vocês vão ter, com muita frequência no hospital, pessoas que tiveram uma trajetória de vida maravilhosa e que vão se sentir extremamente vulneráveis e devemos estender a mão a quem é vulnerável. Às vezes, na Medicina, a única coisa que podemos oferecer é a mão estendida e a nossa presença." 

A busca, hoje, ressaltou Siqueira, é por uma universidade transformadora, centrada na pessoa. "É preciso lembrar que o médico não é protagonista de coisa nenhuma. O protagonista é o paciente. Se vocês terminarem o curso de Medicina sem aprender o amor ao próximo, não vão aprender na residência, o curso vai ficar incompleto." 
Siqueira entende que o estudante ingressa na faculdade de Medicina movido por um espírito altruísta, mas que o conteúdo técnico acaba prevalecendo. "Com isso, o indivíduo humanista vai se transformando em um técnico. Às vezes, o aparelho formador é também deformador. A preocupação é que isso não ocorra. Que se preserve o espírito inicial."

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